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Terceirizados do Hospital Francisca Mendes cobram salários atrasados


Funcionários do Hospital Universitário Francisca Mendes, Zona Norte de Manaus, paralisaram as atividades, na manhã de quarta-feira (29). Eles se manifestaram em frente à unidade de saúde para cobrar salários atrasados há dois meses, além de melhorias de benefícios. Os manifestantes pediram ainda por um reajuste salarial, que, segundo eles, não é feito desde 2015.
A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) disse que tem mantido regularidade no pagamento das empresas terceirizadas, e que estas são responsáveis por pagar os salários de seus funcionários. Em relação ao Hospital Francisca Mendes, a secretaria informou que está liberando pagamento para a Fundação Unisol, responsável pela contratação de terceirizados, nesta quarta-feira. A direção da unidade reuniu com os servidores pela manhã para dar a informação e estes voltaram ao trabalho em seguida. “A Susam sempre orienta as prestadoras de serviços terceirizadas para que priorizem o pagamento dos seus funcionários”, diz.
De acordo com a telefonista do Hospital, Creusa Brasil, de 60 anos, 600 funcionários terceirizados, entre área da saúde e administrativo, trabalham na unidade de saúde. Segundo ela, os salários estão atrasados há dois meses. Além do atraso, eles ainda pedem um pagamento de salários em dia, o que, para eles, não acontece.
“Deveríamos receber todo quinto dia útil. Isto não acontece. Queremos que nossos salários sejam pagues em dia. Desde 2015, a situação só se agrava. Não temos reajuste salarial desde 2015”, disse Creusa.
Ainda conforme os manifestantes, eles também pedem que o vale alimentação que recebem seja reajustado. Segundo eles, os funcionários que trabalham 8h por dia recebem apenas R$ 15. Os que trabalham 6h, recebem R$ 10.
“Nós temos que escolher. Quem trabalha 8h, faz só uma refeição. Não tem como almoçar e jantar, por exemplo, só com R$ 15. É complicada a nossa situação”, disse outra funcionária, que preferiu não se identificar.
O Hospital Universitário Francisca Mendes deveria iniciar as atividades às 7h, horário em que a paralisação dos funcionários teve início. Para que a população que aguardava por atendimento não fosse prejudicada, as atividades foram iniciadas por volta 8h.
Fonte: G1 Amazonas
(Foto: Patrick Marques/G1 AM)

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