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Diretoria de Saúde da Aleam orienta servidores sobre prevenção contra a tuberculose


Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) apontam que o Estado registrou 470 novos casos de tuberculose nos dois primeiros meses de 2019. No mesmo período de 2018, o total de casos novos da doença, registrados, chegou a 516.
Em Manaus, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no ano passado (2018) foram registrados 2.333 novos casos de tuberculose. Visando reduzir esse índice, a secretaria deu início à Campanha de Luta Contra Tuberculose, com aumento de ações a serem desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A programação acontece todos os anos em alusão ao “Dia Mundial de Luta Contra a Doença”, comemorado em 24 de março.
Indagado sobre os casos verificados da doença em Manaus e, em geral, no Estado, e, como fazer para combatê-la, o diretor do Centro Médico de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), médico Arnold Andrade, explicou que a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões (tuberculose pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e sistemas (tuberculose extrapulmonar).
“Essa é uma doença milenar que há tempos a medicina vem convivendo e tentando combatê-la. Hora e vez se consegue algumas vitórias com a diminuição dos casos. Contudo, nos últimos anos essas ocorrências vêm crescendo tanto na cidade como no Estado. Isso se deve a alguns fatos que se pode relatar, no sentido de que, o sistema de vigilância, com o tempo, vai perdendo a devida importância a partir do momento que a doença, aparentemente, desaparece como já ocorreu com o sarampo e que agora estamos em meio a um novo ciclo de frequência aumentada de sarampo, situação, que não é diferente da tuberculose”, revelou o médico.
Sobre a prevenção, Arnold Andrade disse que esta se dá, de forma importante, através da vacinação e por meio de uma boa alimentação. Além disso, é importante uma melhor qualidade de vida, com prática de exercício físico, além de acompanhamento médico. “Os casos de tuberculose voltam a crescer em sua maioria em pessoas desnutridas, com doenças crônicas, pessoas que por algum motivo não conseguem se defender com a devida competência. Uma vez diagnosticado alguém com tuberculose, esse deve procurar de imediato tratamento que, embora seja prolongado, é muito eficaz”, afirmou o diretor.


Confira outras informações sobre a tuberculose:

Como o indivíduo pode pegar a doença?

Um dos meios de transmitir a doença é por via respiratória, ou seja, aérea. A pessoa com tuberculose no pulmão pode passar o germe ou bacilo para outras pessoas pela tosse, fala ou pelo espirro. O contato direto com o paciente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, representa maior chance de outra pessoa ser infectada com a bactéria causadora da doença. Um detalhe significativo é que a tuberculose não passa para outras pessoas pelo compartilhamento de roupas, lençóis, copos e outros objetos.

O que a pessoa infectada pode sentir?

O principal sintoma da tuberculose pulmonar em jovens adolescentes e adultos é a tosse por três semanas ou mais, associada ou não a febre, suor intenso à noite, falta de apetite e emagrecimento. Em crianças menores de 10 anos de idade, a febre moderada e persistente é a principal manifestação clínica. Também são comuns irritabilidade, tosse, falta de apetite, perda de peso e suor intenso à noite. Nas formas extrapulmonares de tuberculose, que são menos frequentes, os sinais e sintomas variam de acordo com o órgão ou sistema acometido.

O que fazer se você estiver com os sintomas?

Para diagnosticar a tuberculose é necessário realizar o exame de escarro (baciloscopia, cultura ou teste molecular rápido para tuberculose). Outros exames também podem ser solicitados (como radiografias, tomografias, biópsias, etc). O tratamento é gratuito, oferecido apenas na rede SUS, tendo duração de no mínimo seis meses, com tomada diária de medicamento. Há casos em que o tratamento precisa ser estendido por mais tempo, a depender da avaliação clínica e de resultados de exames laboratoriais. É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, isto não quer dizer que a doença está curada. Para obter a cura é necessário completar todo o tratamento.

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