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Sistema Sepror recebe lideranças da produção de Pancs para ouvir demandas


Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou Pancs, começam a ser introduzidas na alimentação dos manauaras

Estabelecer parcerias com órgãos públicos, institutos de pesquisa e de financiamento foi uma das pautas da reunião que aconteceu na Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror), nesta terça-feira (04/06). O encontro contou com a participação de representantes do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), além de pesquisadores e conhecedores do setor.

Exemplo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) são folhagens, hortaliças tuberosas, flores, sementes, condimentos e frutas que não estão na mesa do consumidor no dia a dia como, urtiga, capeba, taioba, picão-preto, vinagreira roxa, ora-pro-nóbis e vitória-régia.

Elas são pouco aproveitadas por causa de sua origem. Mas o cenário pode mudar, principalmente, se depender de pesquisadores e chefs de cozinha que gostam de descobrir novos sabores. Em Manaus, por exemplo, o professor do Ifam, Valdely Kinupp, é uma das referências do assunto.

“Panc é todo grupo de alimentos que não está na mesa do consumidor no dia a dia. Nós precisamos de ajuda para investir no setor, com assessoria técnica, capacitação de técnicos e de produtores para produzir mais no estado”, disse Valdely.

A chef de cozinha Débora Shornik introduziu há um ano e meio algumas Pancs no cardápio do seu restaurante, como urtiga, erva de jabuti e chaya, que compõem pratos salgados, doces e bebidas. A iniciativa é motivo de satisfação e, de acordo com ela, tem sido bem aceita pelos clientes do restaurante.

”É muito engraçado, porque no início causa estranheza e frisson, mas no final a maioria gosta muito. E, com o sucesso dos pratos, já estou elaborando uma nova receita com o cará moela”, afirmou Débora.

Para o titular da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, a melhor forma de incentivar a produção e o consumo das Pancs, inicialmente, é formulando um plano para organizar e destinar os recursos de forma otimizada e, a partir daí, firmar parcerias para desenvolver o plantio das espécies e o consumo pela sociedade.

“É importante que a gente pense nesse projeto de forma sustentável, e se coloque à disposição para atender a todos os setores com políticas públicas de fomento. Exemplo disso é a criação da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica, que já teve o edital aberto para criação do Conselho e do Plano Estadual de Agroecologia e Produção de Orgânicos, ficando a Sepror responsável por receber as demandas do setor e elaborar os planejamentos e a execução”, destacou Petrucio.

É possível encontrar algumas Pancs nas Feiras da ADS e na Feira de Orgânicos no Ministério da Agricultura (Mapa).

Conselho e Plano Estadual de Agroecologia e Produção de Orgânicos

O consumo de alimentos orgânicos tem crescido no Brasil. De acordo com dados do Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), desde 2015 o Brasil registra crescimento de 25% ao ano no segmento.

Reflexo do crescimento foi a sanção da Lei Estadual 4.581, de 11 de abril de 2018, que instituiu a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica. Ela estabelece, dentre outras coisas, a criação do Conselho e do Plano Estadual de Agroecologia e Produção de Orgânicos, ficando a Sepror responsável por liderar a criação e execução dos mesmos.

A Sepror, por meio da Secretaria Executiva de Política Agrícola, Pecuária e Floresta (Seapaf), é a responsável pelo andamento do processo e tem a meta de reunir o Conselho paritário para então começar a criar o Plano Estadual.

“Assim como existe o Plano Nacional, o objetivo agora é elaborar o Plano Estadual, com indicadores, metas, orçamento, prazos e responsáveis, isso respeitando as especificações do Amazonas e ouvindo as demandas de todos os envolvidos”, afirmou Eduardo Rizzo, chefe do Departamento Técnico da Seapaf.

Foto: Djalma Júnior

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