Header Ads

Notícias de Última Hora

A Importância de fazer as perguntas certas


O que te impede de avançar nas coisas que você quer fazer?

Qual a dificuldade de sair da sua zona de conforto?

O que te faz prisioneiro da sua própria realidade?

Essas são algumas perguntas que a psicoterapia pode nos ajudar a responder. Porém, mais do que responder às nossas perguntas, a psicoterapia deve nos ajudar a formulá-las.

É certo que a psicoterapia é indicada como suporte às pessoas que sofrem de depressão, de ansiedade, de síndrome do pânico, de déficit de atenção, entre tantas outras aflições a que estamos sujeitos. Mas nem sempre essas aflições estão claras para quem as sente.

Inúmeras vezes essas angustias são sentidas como uma tristeza difusa, uma vontade de não se sabe bem o que, uma insegurança constante frente à vida, uma insatisfação permanente com tudo e com nada específico, um vazio profundo. E não raro, mais de uma dessas situações são combinadas. O agravamento dessas condições não muito conscientes podem causar os transtornos já citados acima: depressão, ansiedade entre outros. E quando esse agravamento acontece, também fica claro a necessidade da ajuda psicoterapêutica que a pessoa precisa.

Assim, a piora de um quadro pode deixar muito nítido o caminho para seu tratamento. A consulta a um psicólogo ou a um psiquiatra, já são possibilidades a serem consideradas tanto pelo sujeito que sofre, como pelos que estão próximos a ele – família, amigos, etc. Ainda que seja difícil a tomada de decisão de fazer ou não a psicoterapia, ela é uma possibilidade clara.

Já não se pode dizer o mesmo quando as aflições são difusas, pouco conscientes ou até mesmo imperceptíveis. Se não causam um sofrimento intenso, podem resultar numa apatia, numa falta de desejos, num sentimento de incapacidade, numa dificuldade de romper a inércia, de dar um significado à vida. Nesses casos a necessidade de psicoterapia não fica tão evidente. Mas é nesse momento em que a psicoterapia pode contribuir de forma significativa com quem assim se encontra.

A psicoterapia não é propriamente um meio de encontrar repostas para as questões que temos, embora isso ocorra com muita frequência. A psicoterapia deve sim ser um instrumento que nos auxilie a fazer as perguntas necessárias para o processo do autoconhecimento, da autopercepção. Uma vez feita a pergunta, podem existir inúmeras respostas possíveis. Todas elas certas. E, principalmente, todas elas fruto de um maior autoconhecimento promovido pela própria formulação da questão.

Não há como formular uma questão significativa se não houver, por parte da pessoa em terapia, uma consciência de si mesmo. E para que a consciência de si mesmo aflore é necessário que essa pessoa em terapia esteja atenta às suas necessidades, que faça contato consigo mesma, que não desvie o olhar de seus próprios olhos. Que não tenha medo de confrontar a si mesma e que tenha a capacidade de acolher a si própria.

Tudo isso é o que se deve buscar, essencialmente, na psicoterapia. Quando conseguimos um contato genuíno conosco mesmos, quando somos capazes de confrontar nossas crenças arraigadas, quando podemos nos aceitar como somos, quando estamos conscientes de nossas necessidades; aí sim nossas questões emergem com clareza. Nossas perguntas são formuladas com coragem e as repostas têm a liberdade de se apresentarem como quiserem. E esse momento em que estamos conscientes de quem somos e nos aceitamos desse jeito mesmo, é o momento que a mudança é possível. Uma mudança rumo – qualquer que seja o caminho – a autorrealização.

Claudio Costa - Psicólogo
claucost@gmail.com
21 99156-6457

Nenhum comentário