Header Ads

Notícias de Última Hora

Desembargadora que concedeu habeas corpus à Nejmi Aziz já foi acusada de tráfico de influência

A desembargador federal Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que concedeu o habeas corpus para a esposa do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz, Nejmi Aziz. Na decisão, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso destacou que Nejmi foi solta porque os méritos investigados “não são contemporâneos”, datando de 2014 e 2016. Além disso, a magistrada avalia que a prisão de Nejmi não é necessária para que as investigações criminais sejam realizadas.

Um outro ponto que chamou a atenção na decisão da desembargadora, foi a rapidez com que o pedido foi analisado. Os advogados de defesa deram entrada com o pedido de Habeas Corpus às 14h37 e, pouco mais de duas horas depois, o documento determinado a soltura de Nejmi foi expedido.


Maria do Carmo ficou conhecida após reportagem divulgada pela revista Veja, em 2017, mostrar que os empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, tentaram comprar decisões judiciais de tribunais superiores em Brasília. Na época, segundo a matéria, os donos da JBS, contavam com a ajuda da advogada Renata Gerusa Prado de Araújo e com a mãe dela, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O caso veio à tona após o empresário Pedro Bettim Jacobi, ex-marido de Renata, copiar os arquivos de conversa do celular da ex-mulher, que considerava comprometedora e entregar no Ministério Público Federal. Ainda segundo a matéria as mensagens eram mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e a advogada Renata filha da desembargadora Maria do Carmo. Nas conversas, ambos definiam estratégias para conseguirem decisões favoráveis aos irmãos Batista. O conteúdo das conversas citava pagamentos em espécie e tráfico de influência.

Na mesma matéria da revista Veja também traz um diálogo entre Renata e Dalide Corrêa funcionária do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Dalide é conhecida por ser o braço-direito do ministro e teria procurado advogada Renata preocupada com uma eventual delação premiada dos executivos da JBS vir atingir a imagem do ministro Gilmar e ela própria. Na conversa, Dalide teria procurado a desembargadora Maria do Carmo, que, segundo consta em diálogo, “tinha um apreço imenso por ela”.

Maria do Carmo também se envolveu em polêmicas referente a celebração do golpe militar de 1964. A desembargadora autorizou as Forças Armadas a comemorar o aniversário de 55 anos, do golpe militar.

Em sua alegação, a magistrada afirmou ainda que “o estado democrático de direito pressupõe o pluralismo de ideias e projetos” e que o dia “31 de março de 1964 sempre foi objeto de lembrança pelas Forças Armadas”.


Com informações da revista Veja

Nenhum comentário