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"Não fui orientada e nem sabia que a PF ia. Eu precisava da matéria-prima”, diz Edilene Gomes, sobre obstrução da Justiça


A ex-primeira dama do estado, Edilene Gomes de Oliveira, acusada de obstruir investigações ao ir até uma empresa de guarda-volumes, localizada na Zona Leste de Manaus, onde era proprietária de dois boxes, afirmou que se dirigiu até o local por falta de orientação da Polícia Federal. “Não tinha como eu saber que não poderia ir lá. Não fui orientada e nem sabia que a PF ia. Eu precisava da matéria-prima”, declarou em depoimento.

O depoimento foi dado à juíza federal Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara da Justiça Federal, que iniciou nesta terça-feira (6) o interrogatório dos envolvidos no processo da Operação Manaus Caminhos, que investiga esquema de desvio de recursos milionários da Saúde do Estado.

Além dela também foram interrogados o ex-secretário de Administração, o irmão do ex-governador, Evandro Melo, Ana Cláudia Silveira e a ex-servidora da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, Keytiane Evangelista. Os depoimentos de José Melo e dos ex-secretários Pedro Elias, Raul Zaidan, Wilson Alecrim e Afonso Lobo estão marcados para esta quarta-feira (7).

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Edilene, não costumava ir ao local onde estariam provas materiais para o andamento do processo, mas, no PF em sua residência, ela esteve na empresa de guarda-volumes, segundo a própria, para a retirada de cera. A esposa de Melo disse que por falta de recursos, atualmente, não possui mais os boxes no local

Evandro nega envolvimento com Mouhamad


O irmão do ex-governador, ex-secretário Evandro Melo, acusado em denúncia apresentada pelo MPF, de ter pleno conhecimento das atividades criminosas do médico e empresário Mouhamad Moustafa, apontado como líder do esquema investigado pela Operação Maus Caminhos, afirmou que não tinha uma relação de amizade com ele e nem recebeu propina do mesmo. O interrogado disse que conheceu o médico no Comitê da Copa.

No entanto o irmão de Melo, confirmou que o médico frequentava sua casa na época em que ocorreram as fraudes em contratos do Estado e que ele mostrava-se interessado sobre a doença rara que a esposa de Evandro tem chamada Esclerose Lateral Amiotrófica. “Ele não tinha especialidade nessa área mas queria ver”, disse.

De acordo com Evandro, o médico nunca lhe repassou propinas nem deu qualquer tipo de vantagem. “Eu nunca recebi pagamento do Mouhamad, nem pedi para mim ou para terceiros”, afirmou.

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