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Iranduba, a cidade do futuro, será piloto de projeto de geração de energia e combustível


O Iranduba foi escolhido pelo Instituto Bem-vindo ao Futuro para ser o piloto de um projeto ousado e que será uma alternativa para a economia brasileira. Trata-se do Green Petroleum, um combustível não poluente produzido a base de algas.

Na primeira fase do projeto, será implantada uma usina com uma área de 100 hectares que produzirá 18 milhões de litros/Mês de biodiesel e 11 Milhoes de litros/Mês de etanol e 5.000 mil toneladas de polietileno e milhares de toneladas de glicerina.


A tecnologia é brasileira e desenvolvida a partir de pesquisas da captura de carbono feita pelas algas. "Com o processo desenvolvido, o período de três meses em que se dava essa captura foi reduzido para quatro dias em um processo contínuo usando água e ainda gerando outros subprodutos da alga que gerará emprego e renda para a população do município", afirmou Jordan Mota, presidente do Instituto Bem-Vindo ao Futuro.

Além de sequestrar carbono em larga escala, os resíduos das algas serão utilizados para produzir glicerina e poliestireno, que poderá abastecer toda a produção do Pólo Incentivado de Manaus (PIM). "Nossa estimativa é de produzir 5.000 toneladas de plástico que atenderá a demanda do PIM e ainda sobrará. Além da glicerina que tem um uso em inúmeros produtos que varia de vela a produtos da indústria farmacêutica", explicou Mota.

Revolução

O uso de algas será uma verdadeira revolução na geração de emprego e renda por ser um combustível renovável, usando menos espaço que a cana-de-açúcar e menos poluente que o petróleo. "O mundo vive hoje uma busca por combustível não-poluente e renovável. Este é um momento único que o Brasil passará, pois será o pioneiro na produção deste combustível que o colocará em posição estratégica na economia mundial, pois além de gerar o combustível, ainda será responsável por eliminar gases geradores do efeito estufa", assinalou Jordan Mota.

Smart City e investimento social

Em um segundo momento do projeto Green Petroleum, está o investimento pesado em educação. Para que a Cidade defenda os investimentos internacionais, foram enviados recursos federais para o Programa de Inovação tecnológica estudantil (Robótica do Básico ao Avançado) no ensino público de Iranduba. "Esse é um segundo passo e será fundamental por uma série de motivos, pois dará opção para as crianças e adolescentes do município. E também será o nascimento de uma nova mentalidade para as próximas gerações", pontuou o dirigente.


O primeiro passo será a implantação de uma barraca na cabeceira da Ponte Rio Negro que usará QR code para cobrança dos produtos que serão vendidos. A inovação é que além de cartão de crédito, também poderão ser feitos pagamentos com crédito de celular. "Se a pessoa não usar cartão de crédito, ou tiver com o limite estourado, poderá pagar com o crédito do celular para comprar água, suco ou refrigerante", explicou Mota.

Renovabio

O projeto Green Petroleum vem de encontro ao projeto Renovabio, lançado em junho pelo governo federal que incentiva a produção de combustíveis renováveis para atingir a meta mundial de até 2050 não ter mais uso de combustíveis fósseis, em um processo de descarbonização. "As algas substituirão a cana, o milho e a soja devido à sua alta produtividade em espaços bem menores e com sua aceleração de crescimento em biorreatores", concluiu Jordan Mota.

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