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Bolsonaro anuncia Teich na Saúde, critica governadores e ataca isolamento

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou hoje, durante pronunciamento, a escolha do oncologista Nelson Teich para substituir Luiz Henrique Mandetta, demitido agora há pouco do Ministério da Saúde.

Apesar de ter anunciado que a decisão se deu "de comum acordo", ele se reuniu durante horas pela manhã com o sucessor do ministro antes da conversa em que acertou a saída de Mandetta.

"Agora há pouco terminei uma reunião com o ministro Mandetta, de aproximadamente 30 minutos, e discutimos a situação atual do ministério, bem como da pandemia. Uma conversa bastante produtiva, muito cordial, onde nós selamos um ciclo do Ministério da Saúde", afirmou o presidente. Já a conversa com Teich na manhã de hoje durou cerca de 6 horas.

Substituto alinhado

Ao lado do presidente, Teich agradeceu pela oportunidade e garantiu não haverá nenhuma determinação "brusca" sobre as políticas de isolamento social, defendida por órgãos de saúde internacional como cruciais para o combate ao novo coronavírus.

O novo ministro disse ainda que seguirá um "alinhamento total" com o presidente.

Apesar de ter anunciado que a decisão se deu "de comum acordo", ele se reuniu durante horas pela manhã com o sucessor do ministro antes da conversa em que acertou a saída de Mandetta.

"Agora há pouco terminei uma reunião com o ministro Mandetta, de aproximadamente 30 minutos, e discutimos a situação atual do ministério, bem como da pandemia. Uma conversa bastante produtiva, muito cordial, onde nós selamos um ciclo do Ministério da Saúde", afirmou o presidente. Já a conversa com Teich na manhã de hoje durou cerca de 6 horas.

No discurso, Bolsonaro voltou a atacar governadores e prefeitos que adotam medidas de restrição, e afirmou que há "exagero" de políticos na tomada dessas decisões. "Em nenhum momento, eu fui consultado sobre medidas adotadas por grande parte dos governadores e prefeitos. Eles sabiam o que estavam fazendo. O preço vai ser alto. Tinham que fazer algo? Tinham. Mas, se por ventura, exageraram, que não botem essa conta no governo federal. Não queremos aqui criar polêmica com outro poder, todos eles são responsáveis por seus atos, assim como eu sou como chefe do Executivo", afirmou.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reafirmou o poder de governadores e prefeitos para determinar medidas restritivas durante a pandemia do novo coronavírus. Também ficou estabelecido que estados e municípios podem definir quais são as atividades que serão suspensas e os serviços que não serão interrompidos.

O presidente foi dúbio, depois, ao atacar as medidas de isolamento e dizer que "quem tem poder de decretar Estado de Defesa ou de Sítio, depois de uma decisão do parlamento brasileiro, é o presidente da República, e não prefeito ou governador".

"Jamais eu, como chefe do Executivo, vou retirar o direito constitucional de ir e vir, seja qual for o cidadão. Devemos tomar medidas sim, parar evitar a proliferação ou a expansão do vírus, mas pelo convencimento e com medidas que não atinjam a liberdade e as garantias individuais de qualquer cidadão. Jamais cercearemos qualquer direito fundamental de qualquer cidadão."

Ao reafirmar que o cuidado com a saúde deve correr em paralelo com a preocupação com o desemprego, Bolsonaro revelou que um dos pontos principais de sua conversa com Teich foi a preocupação em retomar o comércio e as atividades nas cidades para evitar o desemprego em massa e aumentar a renda das famílias.

"O que conversei com o oncologista dr. Nelson foi fazer com que ele entendesse a situação como um todo, sem apontar a manutenção da vida, sem esquecer que tínhamos outros problemas ao lado disso, que é o desemprego. Junto com o vírus, veio uma máquina de moer emprego. As pessoas mais humildes começaram a sentir primeiro. Não podem ficar em casa muito tempo. Não poderíamos prejudicar os mais necessitados. Não tem como ficar em casa por muito tempo sem buscar alimento", disse Bolsonaro.

A fala faz referência à sua crítica recorrente ao isolamento social. Desde o início da crise, o presidente vem defendendo que a população volte ao trabalho sob risco de a redução na atividade econômica.

Bolsonaro criticou a condução da crise por Mandetta, apesar de dizer que "é direito do ainda ministro defender seu ponto de vista como médico".

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