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Cientistas interrompem estudo com cloroquina após morte de pacientes


Em Manaus, 11 pacientes diagnosticados com a covid-19 morreram após receberem alta dosagem do medicamento


Um grupo de cientistas brasileiros decidiu interromper os testes realizados com cloroquina para tratamento de pacientes com a covid-19. O cancelamento ocorre após 11 pessoas morreram depois de receberem doses elevadas do medicamento.

O médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Marcus Lacerda, que coordenou as pesquisas, será investigado pelas mortes causadas por altas dosagens.

O estudo brasileiro envolveu 81 pacientes hospitalizados na cidade de Manaus e foi patrocinado pelo Estado do Amazonas após autoridades recomendarem o uso da cloroquina no tratamento da covid-19.

Na publicação, médicos e especialistas concluem que o estudo deu mais evidências de que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar danos significativos a alguns pacientes, especificamente o risco de arritmia cardíaca fatal, já que os pacientes analisados também receberam o antibiótico azitromicina, que apresenta o mesmo risco cardíaco.

"Além de ajudar os pacientes a melhorar, a cloroquina poderia ser usada para diminuir a carga viral nas secreções respiratórias, permitindo menos transmissão hospitalar e pós-alta. No entanto, nossos dados limitados não forneceram evidências desse efeito", lamentam os pesquisadores.

Para os cientistas, o número limitado de pacientes até agora inscritos no estudo não permite estimar o benefício da cloroquina no tratamento da covid-19. "São urgentemente necessários mais estudos que iniciem o uso da cloroquina antes do início da fase grave da doença", destaca o documento

Apesar do cancelamento da pesquisa, os responsáveis pelo estudo afirmam que ainda é possível concluir que a cloroquina não é eficaz no tratamento de pacientes com a covid-19. "Vários estudos em andamento têm abordado o uso precoce de cloroquina, em que as propriedades anti-inflamatórias podem ser mais úteis", avaliam os pesquisadores.

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