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Estudo feito em Manaus pela FMT aponta que alta dose de cloroquina está associada a mais mortes


Dados preliminares de um estudo com o uso de cloroquina a pacientes graves internados com Covid-19 em Manaus (AM) mostram que altas doses da substância estão associadas a uma maior taxa de mortalidade.

Não há terapia antiviral específica recomendada para tratar a doença, mas é grande a pressão para o uso da cloroquina após um estudo francês, tido como falho pela comunidade científica internacional, ter demonstrado suposto benefício.

O estudo brasileiro, feito peça Fundação de Medicina Tropical (FMT) teve objetivo de avaliar a segurança e eficácia de duas dosagens diferentes de cloroquina como terapia adjuvante de pacientes hospitalizados.

Um parte dos 81 participantes elegíveis recebeu alta dose oral da substância por sonda nasogástrica (600mg duas vezes ao dia por dez dias) e a outra, uma dose mais baixa (450 mg por cinco dias, duas vezes ao dia apenas no primeiro dia).

Além disso, todos os pacientes receberam os medicamentos ceftriaxona e azitromicina. O grupo que usou alta dose de cloroquina apresentou taxa de letalidade 17% maior em relação ao que recebeu a dosagem mais baixa (13,5%).

Para os pesquisadores, os resultados preliminares sugerem que a dosagem mais alta de cloroquina (regime de dez dias) não deve ser recomendada para o tratamento da Covid-19 devido aos seus potenciais riscos à segurança.

"Tais resultados nos forçaram a interromper prematuramente o recrutamento de pacientes para esse braço [da pesquisa]. Dado o enorme impulso global para o uso da cloroquina, resultados como os encontrados neste estudo podem fornecer evidências robustas para recomendações atualizadas de gerenciamento de pacientes com Covid-19", dizem os pesquisadores.

Fonte: Valor Econômico

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