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Estudos da Cloroquina no Amazonas aponta resultados positivos em 5% dos pacientes com Covid-19

Os resultados apresentados indicam uma melhora de 5% nos 81 pacientes testados, índice abaixo do registrado mundo afora



O Governo do Amazonas divulgou, nesta segunda-feira (06/04), os resultados preliminares da pesquisa desenvolvida no estado sobre o uso da cloroquina no tratamento de pacientes internados em estado grave pelo novo coronavírus (Covid-19). 


Com isso, o medicamento passa a ser considerado seguro, mesmo para os pacientes graves, se administrado em sua dose mais baixa, que equivale àquela que vem sendo recomendada pelo Ministério da Saúde. A partir de agora, o estudo local entra em uma nova fase, em que os pesquisadores avaliarão com mais detalhes a eficácia da cloroquina na melhora do quadro clínico dos pacientes acometidos pela Covid-19.


“Nós pegamos outros países que tinham feito exatamente a internação como nós estamos fazendo no Delphina, e a letalidade, ou seja, o risco de morrer era de 18% nesses países. Nos nossos pacientes que usaram a cloroquina, em todos eles esse risco ficou em 13%, um pouco mais baixo do que aquilo que é relatado na literatura internacional”, disse o dr. Marcus Lacerda.


Risco de automedicação


O médico aproveitou para alertar a população sobre os perigos da automedicação. De acordo com ele, não há evidências científicas de que a cloroquina tenha efeito profilático, de prevenção ao novo coronavírus.


“Essa informação não existe, ninguém mostrou até hoje no planeta e isso não tem sido aconselhado porque não há qualquer evidência realmente, então a gente está tentando estudar naquelas pessoas que já desenvolveram sintomas clínicos, e aqueles mais graves, como eu disse, se beneficiaram discretamente do uso da cloroquina”, afirmou.


Rede de colaboradores 


O infectologista Marcus Lacerda também destacou a mobilização de especialistas e parceiros em torno da pesquisa desenvolvida no Amazonas. Uma equipe de cerca de 70 pessoas, entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos e alunos de pós-graduação, está instalada no HPS Delphina Aziz há 14 dias para fazer a coleta e análise dos dados.


“Todos nós descobrimos que a gente pode fazer tudo mais rápido, com uma certa energia gasta, mas com trabalho de equipe e vontade. Um estudo desse não demoraria menos de um ano, por baixo, em situações normais. A gente conseguiu em duas semanas, aqui no Amazonas, fazer um estudo que atende a todas as regras internacionais de um estudo clínico”, pontuou.


Entre as instituições parceiras do projeto de pesquisa estão: Secretaria de Estado de Saúde (Susam); Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM); Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fiocruz Amazônia e Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos). 



Foto: Divulgação/Secom


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